Angola é um país localizado na África. É banhado pelo oceano Atlântico e possui diversas formações vegetais, como florestas, savanas e desertos. A sua história é marcada pela colonização portuguesa, que influenciou as práticas culturais da população, como a língua e a religião. A República de Angola se tornou independente em 1975 e a sua forma de governo é o presidencialismo.
“A palavra Angola é derivada do termo “ngola”, originário do quimbundo, que é um dos idiomas falados pelo povo banto. “Ngola” era o título dado ao governante do reino de Ndongo, que se estendia pela região norte do atual território angolano previamente à colonização portuguesa. A área era chamada pelos colonizadores de Terras de Ngola, o que era flexionado para Terras d’Angola, de onde surgiu a atual denominação.”
Nome oficial: República de Angola.
Gentílico: angolano.
Extensão territorial: 1.246.700 km².
Localização: África Central.
Capital: Luanda.
Climas:
Governo: república presidencialista.
Divisão administrativa: 21 províncias.
Idioma: português.
Religiões:
População: 33.934.000 habitantes (ONU, 2021).
Densidade demográfica: 27,2 hab./km².
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,581.
Moeda: Kwanza.
Gini: 0,513.
Fuso horário: GMT +1.
Relações exteriores:
No que corresponde ao atual território angolano, a ocupação teve início ainda no período pré-histórico, mas os assentamentos humanos de maior dimensão se instalaram somente com a chegada dos povos bochimanes, considerados os aborígenes da Angola e que hoje constituem uma parcela muito pequena da população do país.
Por volta do ano de 1000 a.C., grandes conjuntos populacionais já se espalhavam pelo território angolano e foram se desenvolvendo no decorrer dos séculos. Dentre os principais povos que se deslocaram até a região da Angola nesse período estão os bantos (ou bantus). Além disso, importantes organizações territoriais se consolidaram entre os séculos XIV e XV, como os grandes reinos de Congo e de Ngolo, situados respectivamente ao norte e no centro da Angola.
Esse foi o mesmo período em que os colonizadores portugueses aportaram no continente. Os europeus se deslocaram em direção ao reino do Congo no ano de 1483, firmando então uma relação com esse território.
A transformação de parte da Angola em colônia portuguesa aconteceu de fato no ano de 1575, iniciada com Luanda. O domínio territorial português na região se expandiu com o tempo, o que resultou em uma série de conflitos nos dois principais reinos anteriormente citados.
Nos períodos subsequentes, muitas pessoas foram retiradas à força do país na condição de escravizadas, sendo enviadas para as colônias portuguesas nas Américas. Uma das principais áreas portuárias de onde partiam era Cambinda, hoje província angolana.
A proibição do tráfico negreiro em 1850 no Brasil, um dos principais destinos das pessoas escravizadas, junto do reordenamento interno da estrutura econômica de produção e importação, provocou mudanças significativas na Angola orientadas por Portugal.
Portugal deixou de ser uma monarquia em 1910, e nesse mesmo período teve início a exploração de diamantes no território angolano, que se transformou em uma província portuguesa. Em meados do século XX, movimentos nacionalistas surgiram na Angola em defesa de um território soberano. A Angola se tornou independente de Portugal no ano de 1975, e, tão logo isso ocorreu, uma guerra civil foi deflagrada no país.
A guerra civil angolana perdurou até o ano de 2002 e teve como causa a desintegração do governo provisório e de transição formado pela Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), pelo Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e pela União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) e chegada ao poder do MPLA com o auxílio direto da União Soviética, em pleno período de Guerra Fria. Isso gerou a reação de outros países, sobretudo dos Estados Unidos, o que ocasionou períodos de intensificação e recuo nos conflitos.
Ao final, 500 mil pessoas foram mortas e mais de um milhão deixaram a Angola na condição de refugiados. Até o presente os efeitos são sentidos na economia do país.
Portuguesa (CPLP).”
A Angola é um país localizado na região da África Central, situado no litoral oeste do continente. Sua capital é a cidade de Luanda. O território angolano possui área de 1.246.700 km², sendo assim o 7º maior país em extensão da África.
A oeste, é banhado pelo oceano Atlântico, fazendo divisa com as seguintes nações:
Divide-se em 21 províncias, sendo uma delas Cambinda, que constitui um enclave situado na costa, na fronteira do Congo com a República Democrática do Congo.
→ Clima da Angola
O clima tropical é predominante na Angola. Há, entretanto, uma diferença significativa entre as condições climáticas ao norte e ao sul, região essa próxima ao deserto da Namíbia, e também ao longo da costa, que dispõe de clima semiárido.
Em geral, os verões são quentes e chuvosos, enquanto os invernos são mais frescos e secos. A temperatura anual média varia entre 19 °C e 26 °C, a depender da localidade, enquanto o volume acumulado de chuvas é de 1800 mm nas áreas mais setentrionais e de 300 mm ao sul e no litoral, especialmente na faixa que se estende do sul até a capital.
→ Relevo da Angola
O relevo da Angola é formado por uma estreita planície costeira que se eleva a leste para uma sequência de escarpas, as quais representam a borda ocidental de uma extensa área formada por planaltos que caracteriza os terrenos do interior. A elevação média do relevo angolano é de 1112 metros.
→ Vegetação da Angola
As savanas constituem a maior parcela da cobertura vegetal da Angola. Ao norte, especialmente na província de Cambinda, observa-se a ocorrência de florestas tropicais, enquanto no outro extremo uma pequena parcela do deserto da Namíbia se estende até o sudoeste do território angolano.
Paisagem natural angolana composta pelas Quedas de Calandula.
→ Hidrografia da Angola
O rio Cuanza é o maior curso d’água exclusivamente angolano e um dos principais em termos de abastecimento. Ele percorre 960 km desde a sua nascente, na região central do país, até a foz, localizada em Luanda.
Outros importantes rios que banham o território da Angola são:
Angola apresenta uma grande riqueza cultural derivada das diversas etnias que compõem a sua população. Cada uma delas possui um conjunto de costumes e tradições próprio que contribui para a formação do quadro nacional. O país reúne a segunda maior população falante de português do mundo, atrás apenas do Brasil, mas diversas outras línguas são faladas no território angolano, como kimbundu, umbundu, fiote, nhanheca, kikongu, tchokwe e kwanyama.
Além das celebrações tradicionais de cada uma das etnias do país, existem algumas festas realizadas anualmente que envolvem toda a nação e atraem pessoas de todos os lugares, como o Carnaval, destacando-se o realizado em Luanda, e a Festa da Nossa Senhora da Muxima em Kissama, onde se localiza o seu santuário.
O artesanato é um elemento típico da cultura angolana, assim como os mais diversos estilos musicais e de dança, antigos e recentes, que expressam a pluralidade cultural do país, sendo alguns deles: semba, rebita, cabetula, kuduro, zouk e kizomba.
A culinária angolana utiliza ingredientes tropicais e típicos da região, recebendo ainda um pouco da influência portuguesa. O funge é um dos pratos tradicionais da Angola, comparado muitas vezes a um pirão, e é feito à base de mandioca ou milho, variando regionalmente. Dentre seus acompanhamentos está o calulu, à base de carne vermelha ou peixe, e outros ingredientes.